Nada mais ridículo que uma pessoa
que se considera totalmente séria.
PARQUE DE DIVERSÕES
Por que eu sempre tenho que entrar nessas enrascadas ?
Estava aqui, bem quietinho no meu canto, e alguém tinha que me mostrar esse tal de BLOG da Marne. (perfeitas radiografias e imagens históricas da nossa família.)
Pensava que a minha culpa pela existência do planeta Terra era o limite, até conhecer o tal Blog, formidável criação da Marne, repleto de ótimos textos e fotos, que muito me impressionaram, bem como excelentes contribuições da Corina Lúcia. ( Sempre elas. Uma me empurrou da fila dos nascimentos para chegar primeiro, ser a primogênita - grandes coisas, a exibida. - Quatro anos aguardada pelos pais; inteligente; criativa; bonita... A outra, para chamar mais a atenção e ser mais querida, decidiu nascer nove anos após o meu começo de enfrentamentos ao mundo cruel, lutando contra tudo e contra todos.
Minha "chegada" foi um verdadeiro parto: 60 cms de comprimento e quase seis quilos de peso. Foi o início de grandes aborrecimentos para minha mãe, principalmente. Outros detalhes ocorridos ao longo da minha vida, conto mais tarde.
Aquelas duas ganharam a vantagem da ordem cronológica. Sempre vantagens. E Assim por toda a vida... Elas vencendo e eu perdendo.
Mas foram bem mais longe. Como se não bastasse, fazem e escrevem num BLOG textos lindos, na forma e no conteúdo, que batem muito forte nas cordas do meu coração. ( na poesia também não me saio muito bem.)
E agora, eu que cometi a burrice ( não é a primeira nem a última vez ) de me inscrever para colaborar... Como ? Com o que ?
Nesta noite de 12 de março de 2006 ( meu Deus já estamos em 2006 ) rezei pedindo para a mãe me ajudar. Continuo importunando-a.
Queria ajuda para ficar a altura das irmãs, não importava como. Manifestação mediúnica, juntar fragmentos de algumas lembranças de muitas coisas que ela me ensinava...
Agora, 13 de março ( do mesmo ano, claro. Nem quero repetir 2006) acordei com o seguinte "recado"ou "mensagem" em minha mente. "Convida-as para irem contigo num parque de diversões virtual. Leva no teu bolso, sem elas saberem, o pouco que ainda tens, de metáforas, catarse, fraternidade, e vais jogando no caminho delas. Esconde bem tua melâncolia, nostalgia e as tendências de solitário-asceta-racionalista-mediocre. Entendeu, meu queridinho anacoreta ? " ( enquanto elas procuram ajuda nos dicionários, eu aproveito o tempo para me preparar.
Convidei-as no virtual e na ficção. Convido-as, agora, na realidade (ainda que fantástica)
Já estamos, os três, no parque de diversões feéricamente iluminado, muitas luzes coloridas e uma música vibrante e em alto volume.
TREM FANTASMA
Vamos entrar? É novo. Modernissima novidade. Os tres no mesmo carrinho. Eu no meio das duas para evitar que se comuniquem, que falem mal de mim; comentem meus medos; minhas dificuldades atávicas; genéticas; atraso espiritual; e sabe Deus, mais o que...
Ouvimos um grito forte: "paranóico !" Com certeza foi aquela caveira na entrada que gritou.
No tunel escuro, por onde passa o carrinho. Nós aos gritos, passando por webs, internets, blogs, scaners, provedores, programadores, companhias telefônicas, emaranhados de fios, teclas, teclados, bundas e bandas à largas. E outros fantasmas desconhecidos...
Minha sorte é que a Dora está na saída e me conforta: " Deixa todas essas coisas para tua próxima reencarnação. Não te preocupes que tuas irmãs compreenderão, meu filho. O destino não te proporcionou dinheiro para não sofreres com essas coisas. A vida é assim. Conforma-te. Eu senti essa dor nos olhos quando tive que acompanhar a Corina Lúcia para ver o filme "2001 Uma Odisséia no Espaço"
Ouvimos outro grito. Forte e demonstrando contrariedade: " Espanhola !!! "
Tese: Não existem condições. Não dá, mesmo.
Antítese: Espanhola
Síntese: quem vai se meter numa dialética louca dessas ?
Enquanto essa máquina maravilhosa estiver aqui - e eu contar com a paciência e a bondade da Gabriela e do Antonio - eu mandarei textos e fotos para o BLOG ( novelas, contos, crônicas, realidades ). Quando eles forem para começar outra etapa da vida, passarei para o telefone e ao velho conhecido e INseguro Correios e Telegrafos.
AUTO CHOQUE
Vamos correndo para um novo brinquedo do parque. Tem um cabo que liga os carrinhos ao teto eletrificado ( parece que a energia vem do céu ). É divertido como a vida.
Atenção, vamos ler o cartaz com importante aviso na entrada.
NOMENCLATURA ( para que após a brincadeira não existam reclamações )
CRIANÇAS ( ou usuários ) : São os espíritos.
ENCARNAÇÃO: quando embarcam no carrinho.
CARRINHO: o corpo físico ( escolhido conforme o destino desejado e necessário ) Exemplos: côr do carrinho, sua conservação, expectativa de duração, problemas técnicos de uso e manutenção.
VIDA: O tempo que ficamos brincando dentro do carrinho.
LIVRE ARBÍTRIO: andar por onde desejarmos, chocar-se com os outros, andar lado a lado com outros escolhidos. É PROIBIDO sair do espaço destinado ao brinquedo, caso contrário, termina a vida.
Pode-se rir, chorar, emocionar-se, ficar feliz ou triste; ver o tempo dos outros terminar e eles irem para outros tipos de brinquedos, como por exemplo a roda gigante, de onde se têm uma visão melhor, mais ampla de todo o parque.
DESTINO: Não poder sair do perimetro antes do tempo estabelecido.
Cada um sairá no momento oportuno. Sem choro, nem vela, porque logo nos encontraremos na roda gigante e, mais tarde, outra vez nos carrinhos de choque.
A não ser que nós três resolvamos dar um passeio no avião do Eduardo e ele receba um seguro pelo desaparecimento da aeronave. Nesse caso iremos, os três, direto para a roda gigante.
Viram no que deu inventarem um BLOG ? Quem sabe não é melhor irmos brincar de sapata, cinco marias, roda, devagar se vai ao longe ?...
PS: Eu voltarei com outros textos. Isso é uma ameaça !
Posted by Nemar Costa
5 comments:
Ai que escrito mais lindo, ele e mesmo inspirado pelos Deuses e almas do outro mundo. Deve ter nascido com o cu virado para a lua.
Agradeco os elogios, mas o menino no meio e sempre protegido pois tem uma em cada lado para segurar as maozinhas dele.
Gostei do passeio no parque. Mais medo da roda gigante do que do trem fantasma.
Agora vamos cantar e entrar numa mata?
Meu limao, meu limoeiro, meu pe de jacaranda...
Do limoeiro so podemos conseguir limao. Ate clonados, mas sempre limao. Do jacaranda,a madeira de lei, dizem os mais antigos. Eu nunca vi nada feito de jacaranda, talvez por isso idealize tanto essa madeira.
Em resumo, somos frutos e madeiras. Porque somos parte das mesmas arvores. E ao mesmo tempo temos as duas identidades. A questao e: quando??? No passeio do "Parque de Re-versoes", parece-me que somos todos frutinhas, azedinhas, boas para fazer a mistura caipira, seja com casca ou sem casca, nesta vida ou nas outras. Quando escrevemos, somos madeira, aquela mais para jacaranda do Nemar, que lembra as madeiras da lei (sem intencao, mas sempre nobres e justas). Com seus 66, bem vividos, plenos de experiencia, bonito e nobre como deve ser um pe de jacaranda. A Marne me lembra o mogno,que ja conhecia com nuances que vao do roxo (inclusive da pagina)ate o castanho. Nao estou falando do tom de cabelo; este, branco como neve traz muita dignidade as suas feicoes suaves e sempre jovens. Gosto desta opcao que ela fez (nao sei se algum dia assumirei tambem os meus brancos). Falo dos tons que assume na vida. Forte e vibrante no roxo, como a decisao de criar um blog para a familia (fiquei com ciume de nao ter tido primeiro a ideia) e do castanho quando lamenta, de forma suave,que poucos escrevem, no marrom triste da queixa sobre a pagina em roxo. Eu me vejo como marfim, meio sem cor, aprendendo a partilhar as emocoes e sentimentos, por tanto tempo seguras dentro do peito. Mas, tambem me sinto valorizada na grande mata, como o jacaranda e o mogno.Por todas essas analogias, de pe de limoeiro quebrado, o que quero dizer e que ao criarmos nosso A3 e trocarmos as mensagens junto com os capitulos do livro, estou conhecendo melhor meus irmaos. Sempre me senti fora do esquadro pelo tempo de chegada de cada um de nos. O convivio era agradavel e com pouca intimidade, como senti sempre a familia toda. Sempre queridos mas distantes, no sentido maior de partilhar as nossas vidas. Agora, posso dizer que consigo perceber o conjunto da mata e visualizar cada uma das tres arvores.
Para provocar todos nossos descendentes e a nos mesmos para escrever neste blog: Quais as arvores que a mae e o pai podem representar nesta mata Cardozo Borba e Ferreira Costa? E os outros personagens de nossa historia familiar?
Revendo o Blog, encontrei esta peça de extrema beleza sem estar publicada, por problemas technicos. Mea Culpa!
Antes tarde do que nunca, A data esta fora de ordem. Nao importa a ordem, o que importa sao as atividades e encontros e lembranças e vivencias.
Eu não disse ? Sempre estão me "empurrando " para o trabalho.Vejam: Esse Just Thinking está "porreta"mesmo. Está lindo. Marne e Calúcia, não se preocupem... Os netos e bisnetos, algum dia, reconhecerão nossas intenções e virão escrever aqui. Melhor (ou pior?)Tomarão conta total do espaço que criamos. Vamos aproveitar e brincar bastante. Aqui e na pracinha (skype) antes da chegada deles. Nem quero ver.
NEMAR DISSE: (Não sei ainda - e acho que nunca aprenderei - como "entra"meu nome nas postagens. Já é um grande avanço o que consegui. Portanto,onde vocês leem Marne said ou cadum said,é possivel que lá esteja o meu dedo. ( e não o do médico que examinou, no mês passado, a minha próstata.)
Mas o que pretendo registrar é que quando escrevi esses textos ainda não havia conhecido nem a Bíblia Sagrada e nem as Crenças básicas da Igreja Adventista do Sétimo Dia, na qual me batisei em 23 de junho de 2007. Portanto "reencarnação" e "sugerindo a filosofia reencarnatória" deve ser entendido como uma liberdade poética e criatividade inconsequênte. Agradeço por permitirem que eu faça esse esclarecimento. O estado da morte, até o Advento de Jesus, é um sono, um estado inconsciênte que permanecemos do momento da morte até a concretização da SUBLIME esperança que é a volta de Jesus. Amém.
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